A Base conceitual provém de uma meditação sobre a vida; do desejo de renascermos de nossos gestos despedaçados, de nossa vazia e estéril estrutura de repressão, provém, com certeza, da nostalgia do amor.
A Base conceitual provém de uma meditação sobre a vida; do desejo de renascermos de nossos gestos despedaçados, de nossa vazia e estéril estrutura de repressão, provém, com certeza, da nostalgia do amor.
A deformidade do espírito ocidental culminou, nos séculos que passaram, com os maiores atentados que a história conhece contra a vida humana. A patologia do EU, caracterizada pela cisão entre natureza e cultura, com uma valorização excessiva da cultura em detrimento da natureza, e do predomínio exacerbado da razão sobre o instinto, foi reforçada até um limite nunca antes alcançado. Somos por demais solitários em meio a um caos coletivista. É uma maneira de ser ausente, mesmo com nossa presença. No ato de não olhar, de não escutar, de não tocar o outro, despojamos-nos sutilmente de sua identidade, estamos com o outro, mas o ignoramos. Esta desqualificação, consciente ou inconsciente, encerra a patologia de EU. (R. Toro).
“Vivemos em um mundo de violência étnica, política, familiar e social. De acordo com estudiosos, o ser humano é a espécie em maior risco no planeta. Deveria existir a educação da afetividade nas escolas para acabar com essa violência”, opina Rolando Toro. Fomos mal educados afetiva e emocionalmente, as escolas nos ensinaram a ir em busca do conhecimento, muitas vezes alienado do viver e do vivido. Nossos filhos são violentados dentro de casa, enquanto saímos para trabalhar no intuito de oferecer o melhor... e muitas vezes o melhor seria a qualidade da nossa presença, do nosso carinho (M. Angelina Pereira).
Com a perda da conexão com seu próprio ritmo, as pessoas começam a ficar robotizadas, aderem a um estilo de vida apressado, mecânico que o deixa infeliz... e ai abre-se o espaço incrível para as doenças psicossomáticas, para o stress, para tudo o que violenta a vida. Desconectado de si e do outro, a violência e agressão passa a fazer parte do cotidiano, nas pequenas coisas da vida... na forma como nos alimentamos, no tempo que dedicamos aos amigos, na forma como trabalhamos, na forma como somos pais e mães, na forma como somos filhos, na forma como nos relacionamos.
O fracasso das revoluções sociais se deve ao fato que as pessoas de que as promoveram não realizaram um si mesmos o processo evolutivo. As transformações sociais só podem ter êxito a partir da saúde e não da neurose ou do ressentimento. De outro modo, as mudanças sociais só substituirão uma patologia por outra.
O Homem atual está dissociado a nível motor, emocional e orgânico. Sente uma coisa, pensa outra e atua de forma diferente. Sua existência é inautêntica, fragmentada. Esta situação o conduz à depressão, ao stress e a destrutividade. A fragmentação humana nos levou a uma completa “Síndrome da Separatividade”. Em todos os campos do conhecimento e das relações humanas as pessoas se separam de si mesmas e de seu universo, perdendo sua própria identidade, não sabendo de onde vem nem para onde vai. Nós não conseguimos nos entender como Seres Universais, nossa fragmentação é tamanha, que hoje, e cada dia mais forte, existem os preconceitos étnicos, raciais, de classes, de gênero, políticos, ideológicos, etc., e não percebemos que viemos de um mesmo Ser Evolutivo, que coexistimos com todo o universo (cosmos). “Tudo o que existe faz parte do desenvolvimento de um universo interdependente. Todos os seres pertencem a esse universo, têm uma origem comum e seguem caminhos concomitantes. Consequentemente, a evolução e o desenvolvimento de toda a humanidade e de cada ser humano são parte integrante da evolução do universo. O problema da “fantasia da separatividade” é que, a partir do momento em que vemos o mundo exterior como algo apartado de nossa própria natureza, começamos a levantar fronteiras imaginárias, a criar limites. Todos os conflitos nascem sobre esses limites fantasiosos do universo. A Teoria Holística nos recomenda a aproximação da ciência e das tradições espirituais, essa convergência leva à realidade última: o espaço primordial infinito e atemporal. Deste espaço emana a energia de tudo. Todas as galáxias do universo são sistemas energéticos, essa energia assume três formas inseparáveis; Informática (Mente), Biológica (Vida) e Física (Matéria). Há portanto na sua base uma teoria não fragmentada da energia física, biológica e psíquica e o Homem é parte integrante deste sistema energético, ele também é feito de Matéria (Corpo), Vida (Emoções e Informática (Mente) inseparáveis do todo, mas na sua mente o homem se separa do universo e cria a fantasia da separatividade: Homem-Universo, Eu-Mundo, Sujeito-Objeto. A sua mente o separa da sociedade e da natureza, a sua mente se esquece de que natureza, sociedade e homem são inseparáveis, mais ainda, a mente se acha separada da informática do todo, a mente individual se acha separada da mente do universo, e dentro dele mesmo a sua mente (informática) se separa das emoções (vida) e do corpo (matéria). Então começa o processo de destruição da ecologia pessoal. Uma fragmentação atinge a pessoa humana. Na sua mente a fantasia da separatividade gera um paradigma de fragmentação, porque se acha separado ele gera emoções destrutivas no plano da vida, mais particularmente o apego e a possessividade de coisas, pessoas e idéias que lhe dão prazer. Por causa das emoções destrutivas surge o stress que destrói o equilíbrio do corpo. Porque o homem se acha separado da sociedade ele criou uma cultura fragmentada, uma vida social violenta, condições econômicas de exploração. A fragmentação da pessoa se projeta no conhecimento. Estas condições sociais reforçam, por sua vez, o sofrimento do indivíduo. A sociedade possessiva de exploração do homem pelo homem estende a sua separatividade e exploração desenfreada da natureza, ele intervém na programação nuclear e genética, isto é, na informática. Ele destrói os ecossistemas e ameaça a vida do planeta. Ele desagrega e polui os elementos da matéria. O equilíbrio da ecologia da natureza ameaça, por sua vez, o equilíbrio do homem. E assim está montado o círculo vicioso auto reforçador de autodestruição do homem e da vida planetária. (Pierre Weil – A Arte de Viver em Paz – Ed. Gente). O Poder em querer ser mais que o outro passou a ditar as relações, em todos os campos de atuação, com isto os seres humanos perderam seu bem mais valioso, a igualdade, o amor, e encarar o outro como um ser igual, onde o encontro me acrescenta, me faz crescer como um ser vivo integrado ao universo. A falta deste sentimento nos seres humanos nos leva à separação psicofísica, ao mundo mecanicista e bruto, doente, desintegrador e desintegrado de si mesmo. A Psicoterapia fracassou do ponto de vista do comportamento global do gênero humano, apesar de ter conseguido êxitos no tratamento individual. Durante o século XX, tem aumentado a infância e a destrutividade. A psicoterapia centrou seus objetivos no indivíduo e não nos processos psicóticos da sociedade. A paranóia dos chefes de estado, a falta absoluta de amor ao povo nos políticos, o nacionalismo,os preconceitos religiosos, o racismo e as ideologias totalitárias, entre outros fatores, precipitaram a humanidade em guerras cruéis, na injustiça econômica e no deterioramento ético da humanidade. A concepção industrial-militar, o consumismo, a usina capitalista, a demência totalitária são diversas formas de patologia social que nos conduzem a uma degradação social progressiva. As relações entre o homem e a mulher estão em profunda crise. É necessário que os homens entrem em contato com sua masculinidade profunda e as mulheres, com sua feminilidade como força coesiva e transcendente da vida. A tarefa mais urgente da humanidade é desenvolver o potencial afetivo, tanto a nível individual como coletivo. Nosso comportamento está em parte afetado pela representação quântica de energia que se produz durante a “vivência” do encontro.
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